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Você já olhou para uma Yamaha Revstar e teve a impressão de que ela não se encaixa exatamente em nenhuma das categorias tradicionais de guitarra?
Apesar de trazer elementos familiares, como escala de 24,75 polegadas, dois captadores e construção baseada em mogno, a Yamaha seguiu um caminho próprio. O formato do corpo, a construção com câmaras internas e, principalmente, algumas soluções de eletrônica ajudam a criar uma identidade que vai além da aparência.
A linha nasceu em 2015 e ganhou uma reformulação completa em 2022. Seu desenho combina referências das guitarras clássicas da Yamaha com uma inspiração pouco comum no universo dos instrumentos musicais: as motos café racer, conhecidas justamente pela combinação entre personalidade visual, simplicidade e desempenho.
Para o guitarrista, porém, o mais interessante está no que acontece quando o instrumento é colocado no colo e ligado ao amplificador. A construção chambered, os diferentes tipos de captadores, o Focus Switch, o Dry Switch e as opções de chaveamento fazem com que a proposta da Revstar seja bastante diferente daquela encontrada em muitas guitarras de configuração aparentemente semelhante.
Na Openstage, referência em instrumentos musicais em Porto Alegre, a escolha de uma guitarra passa justamente por entender essas diferenças. Mais do que comparar especificações, é importante perceber como construção, ergonomia, captadores e eletrônica interferem na maneira como você toca e no som que procura.
Neste post, vamos entender melhor:
A Yamaha Revstar é uma linha de guitarras elétricas criada para combinar referências clássicas com soluções modernas de construção, ergonomia e eletrônica. Em vez de simplesmente reproduzir formatos consagrados, a Yamaha desenvolveu uma identidade própria para a série.
A primeira geração apareceu em 2015, marcando a primeira nova família de guitarras elétricas da Yamaha em mais de uma década. Em 2022, a série passou por uma reformulação significativa, recebendo alterações no corpo, na eletrônica e na estrutura de vários modelos.
Uma das inspirações mais evidentes está nas motos café racer. Essas motocicletas ficaram conhecidas por modificações voltadas ao desempenho e por uma estética simples, esportiva e personalizada. A influência aparece principalmente nas linhas do corpo e nas opções de acabamento da Revstar.
Ao mesmo tempo, o instrumento mantém referências à própria história da Yamaha na fabricação de guitarras. O resultado não parece simplesmente uma releitura de uma guitarra americana clássica. Mesmo quando utiliza elementos tradicionais, como braço colado, mogno e dois captadores, a Revstar preserva uma personalidade visual própria e facilmente reconhecível.
O design da Yamaha Revstar foi pensado como parte do funcionamento do instrumento, e não apenas como uma escolha estética. A atual geração utiliza corpo com câmaras internas desenvolvido através do processo de Acoustic Design da Yamaha para trabalhar ressonância, equilíbrio e peso.
Visualmente, o corpo apresenta dois cutaways e curvas que não tentam reproduzir diretamente os formatos tradicionais de Stratocaster, Telecaster, Les Paul ou SG. É uma guitarra que consegue carregar certo aspecto vintage sem parecer presa a uma época específica.
Outro ponto importante é a ergonomia. O formato e a distribuição do peso trabalham em conjunto com as câmaras do corpo, fazendo com que a experiência com o instrumento não seja determinada apenas pela madeira utilizada.
A escala de 24,75 polegadas também contribui para a personalidade da Revstar. Com 22 trastes e raio de escala de 12 polegadas na atual geração, a proposta favorece uma sensação confortável para acordes, bends e solos, mantendo uma pegada relativamente tradicional.
Há ainda pequenos elementos visuais que reforçam a identidade japonesa da série. Entre eles está o selo hanko aplicado aos instrumentos, inspirado nos carimbos utilizados como assinatura no Japão.
Por isso, quando alguém pergunta o que diferencia uma Revstar de outras guitarras, a resposta começa pelo projeto completo. Não é apenas o formato do corpo ou um detalhe eletrônico isolado, mas a combinação dessas características.
Todas as Yamaha Revstar da geração atual utilizam construção chambered, ou seja, possuem câmaras desenvolvidas dentro do corpo. Essas cavidades ajudam a controlar o peso, o equilíbrio e a maneira como o instrumento responde às vibrações das cordas.
Isso não transforma a Revstar em uma guitarra semiacústica. Ela continua sendo uma guitarra elétrica de corpo sólido em sua concepção, mas com áreas internas cuidadosamente trabalhadas.
Na prática, essa construção é uma das características que mais diferenciam a Revstar de muitas guitarras elétricas tradicionais. O objetivo não é simplesmente retirar madeira para deixar o instrumento mais leve. A distribuição das câmaras faz parte do projeto acústico do corpo.
Essa característica também ajuda a explicar a sensação de ressonância percebida mesmo antes de ligar a guitarra. Para quem gosta de sentir o instrumento vibrando contra o corpo enquanto toca, esse comportamento pode ser especialmente interessante.
Nos modelos Standard e Professional, outras soluções complementam esse projeto. O braço recebe reforço de carbono nas duas categorias, enquanto as Revstar Professional também utilizam reforço de carbono no corpo.
A consequência é que a construção deixa de ser apenas uma lista de madeiras. Na Revstar, formato, câmaras internas e reforços estruturais fazem parte de uma mesma proposta.
A família Yamaha Revstar é dividida em três categorias principais: Element, Standard e Professional. Todas compartilham a identidade visual e alguns conceitos fundamentais da série, mas existem diferenças importantes em construção, eletrônica e componentes.
A Revstar Element representa a porta de entrada para a linha. Modelos como a RSE20 utilizam corpo chambered de mogno, braço de mogno, escala de rosewood, dois humbuckers Alnico V, seletor de três posições e Dry Switch.
Subindo para a Revstar Standard, aparecem mudanças relevantes. A RSS20, por exemplo, possui corpo chambered de mogno com tampo de maple, braço de mogno em três peças com reforço de carbono, trastes jumbo de aço inoxidável, dois humbuckers Alnico V, chave de cinco posições e Focus Switch.
Dentro da Standard existe também a RSS02T, que troca os humbuckers por dois captadores estilo P90. Além da diferença sonora, esse modelo recebe uma ponte com tailpiece que reforça ainda mais a estética particular da linha.
No topo estão as Revstar Professional, construídas no Japão. Modelos como RSP20 e RSP02T acrescentam um nível superior de construção e seleção de componentes, além de reforço de carbono tanto no braço quanto no corpo. A RSP20 utiliza humbuckers, enquanto a RSP02T segue a proposta dos P90.
Portanto, a escolha entre Element, Standard e Professional não depende apenas do nível do guitarrista. A verdadeira pergunta é quanto você valoriza recursos como chaveamento de cinco posições, Focus Switch, reforços estruturais, captadores diferentes e os detalhes de construção encontrados nas categorias superiores.
Nas categorias Standard e Professional, uma das decisões mais interessantes é escolher entre os modelos com humbuckers e aqueles equipados com captadores estilo P90.
Os humbuckers encontrados em modelos como RSS20 e RSP20 entregam uma sonoridade encorpada e são uma escolha bastante natural para quem busca bases fortes, drives, riffs e solos com maior corpo. Isso não significa, porém, que essas guitarras estejam limitadas ao rock.
Já as RSS02T e RSP02T utilizam captadores estilo P90 Alnico V. O P90 ocupa um espaço interessante entre diferentes famílias de captadores: mantém ataque, definição e personalidade de single-coil, mas pode entregar médios mais presentes e uma resposta bastante diferente daquela normalmente associada aos singles mais tradicionais.
Essa característica funciona muito bem quando você procura dinâmica. Dependendo do amplificador, dos pedais e da maneira de tocar, uma Revstar com P90 pode transitar de timbres limpos bastante articulados para crunch, blues, rock alternativo e drives mais agressivos com naturalidade.
Não existe, portanto, uma versão universalmente melhor. Se você prefere graves mais encorpados, maior sensação de compressão e a resposta tradicional de dois humbuckers, modelos como RSS20 merecem atenção. Se ataque e personalidade de médios são prioridades, a RSS02T apresenta uma proposta diferente.
O ideal é tocar nas duas configurações. Fichas técnicas ajudam bastante, mas poucas características mudam tanto a personalidade de uma guitarra quanto os captadores.
O Focus Switch e o Dry Switch ampliam as possibilidades sonoras da Revstar sem exigir uma grande quantidade de controles no corpo da guitarra. Apesar de ambos serem acionados pelo controle push/pull de tonalidade, eles funcionam de maneiras diferentes.
Nas Revstar Standard e Professional está o Focus Switch. Esse circuito passivo altera a resposta de frequências, reforçando a região de graves e médios enquanto reduz parte dos agudos. O comportamento lembra a sensação de utilizar captadores com enrolamento mais forte.
Esse recurso pode ser útil, por exemplo, para deixar um solo mais encorpado, empurrar um amplificador para uma saturação diferente ou buscar uma resposta mais fechada em determinadas situações.
Além disso, Standard e Professional utilizam seletor de cinco posições. Nas posições intermediárias 2 e 4, o circuito introduz uma pequena alteração de fase no sinal, criando timbres adicionais a partir de apenas dois captadores.
A Revstar Element segue outro caminho. Nela encontramos o Dry Switch, um filtro passivo que reduz frequências graves para gerar uma resposta mais clara e aberta. Em vez de simplesmente dividir a bobina de um humbucker, ele trabalha por filtragem e preserva o funcionamento do captador.
É um bom exemplo da filosofia da Revstar: oferecer mais possibilidades sem transformar o instrumento em um painel cheio de chaves e controles.
Sim. A versatilidade é um dos pontos mais interessantes da Yamaha Revstar, principalmente nas versões Standard e Professional, que combinam dois captadores, seletor de cinco posições e Focus Switch.
Essa combinação permite sair de timbres mais abertos e definidos para respostas mais encorpadas sem trocar de guitarra. Para quem utiliza pedais, alterna entre som limpo e drive ou precisa ocupar espaços diferentes em uma banda, essa flexibilidade pode ser bastante útil.
As versões com humbuckers podem se adaptar muito bem a rock, pop, blues, hard rock, indie e diversos estilos que exigem tanto bases quanto solos. Dependendo do equipamento utilizado, também há espaço para sonoridades mais pesadas.
As versões com P90 acrescentam outra personalidade. Ataque, dinâmica e presença de médios tornam modelos como a RSS02T especialmente interessantes para blues, rock clássico, indie, alternativo, funk e guitarristas que exploram bastante a intensidade da palhetada.
Até mesmo a Element, com eletrônica mais simples, mantém boa flexibilidade graças ao Dry Switch. A proposta não é oferecer dezenas de controles, mas ampliar de forma prática os sons disponíveis.
Talvez essa seja uma das maiores diferenças entre a Revstar e muitas guitarras de aparência tradicional: há tecnologia no projeto, mas ela permanece discreta enquanto você toca.
A Yamaha Revstar faz sentido para o guitarrista que procura uma elétrica com personalidade própria, construção moderna e referências clássicas sem necessariamente escolher um dos formatos mais tradicionais do mercado.
Também é uma alternativa interessante para quem gosta da sensação de escala de 24,75 polegadas e braço colado, mas procura uma abordagem diferente de ergonomia, equilíbrio e eletrônica.
Para o músico de palco, o chaveamento das versões Standard e Professional pode ser particularmente atraente. Ter diferentes respostas sonoras disponíveis diretamente no instrumento facilita mudanças entre bases, partes limpas e solos sem depender exclusivamente dos pedais.
Para gravação, essa mesma característica amplia as possibilidades. Um único instrumento pode ocupar posições diferentes em arranjos sobrepostos apenas com mudanças de captadores, chaveamento, Focus Switch e dinâmica da mão direita.
O iniciante também não deve enxergar a Revstar como uma guitarra exclusiva para músicos experientes. Um modelo adequado ao orçamento pode acompanhar muitos anos de evolução justamente porque sua construção e suas possibilidades não ficam restritas às primeiras etapas do aprendizado.
No final, a questão não é descobrir se a Revstar é melhor do que todas as outras guitarras. É entender se a maneira como ela equilibra conforto, ressonância, estética e versatilidade combina com você.
Escolher uma guitarra envolve muito mais do que comparar uma ficha técnica. Peso, equilíbrio, formato do braço, altura das cordas, resposta dos captadores e sensação ao tocar são características que você percebe melhor com o instrumento nas mãos.
A Openstage é referência em instrumentos musicais em Porto Alegre e trabalha com uma curadoria voltada tanto para quem está escolhendo sua primeira guitarra quanto para músicos experientes que procuram características bastante específicas em um novo instrumento.
Esse atendimento é especialmente importante em uma linha como a Yamaha Revstar. Comparar uma configuração com humbuckers a outra com P90, por exemplo, faz muito mais sentido quando você consegue ouvir e sentir a diferença.
O mesmo vale para recursos como Focus Switch e Dry Switch. Eles são fáceis de explicar tecnicamente, mas a percepção real aparece quando você toca, alterna as posições e entende como cada recurso reage ao seu amplificador e à sua maneira de tocar.
Na loja física da Openstage, em Porto Alegre, você pode conversar com a equipe, conhecer diferentes opções e avaliar qual instrumento combina melhor com a sua necessidade. Para quem está em outras regiões, a Openstage também oferece atendimento online e vendas para todo o Brasil.
A grande diferença da Yamaha Revstar está justamente no conjunto. Olhando apenas para braço colado, dois captadores e escala de 24,75 polegadas, seria fácil tentar encaixá-la entre modelos tradicionais. Quando entram em cena o corpo chambered, o Acoustic Design, os diferentes circuitos e a identidade visual inspirada nas café racers, fica evidente que existe um projeto próprio por trás da guitarra.
Isso também significa que escolher uma Revstar não deveria se resumir à aparência. Element, Standard e Professional oferecem experiências diferentes, assim como as versões com humbuckers e P90. Conhecer essas diferenças ajuda você a encontrar um instrumento que realmente acompanhe seu estilo e sua forma de tocar.
Se você quer conhecer melhor as guitarras Yamaha, comparar modelos ou entender qual configuração faz mais sentido para o seu som, fale com os especialistas da Openstage. Você pode visitar a loja em Porto Alegre ou comprar online com atendimento especializado e entrega para todo o Brasil.
Conteúdo desenvolvido por Lucas de Paula para Openstage.
